Riscos de um Baixo Preço/Lucro (P/L)

Dúvidas sobre análise fundamentalista
Um P/L (Preço/Lucro) baixo nem sempre significa que determinada ação é um bom negócio. Como já explicado no artigo “Preço sobre Lucro (P/L)“, esse indicador fundamentalista depende de dois “componentes”, do preço e do lucro por ação, portanto qualquer motivo que afete um desses dois componentes, consequentemente afetará o cálculo do P/L. Abaixo alguns itens que devem ser analisados para verificar se esse P/L baixo na verdade não está “escondendo” algum problema.

- Falta de transparência na divulgação dos resultados, nesse caso é interessante verificar se a ação da empresa possui um bom nível de Governança Corporativa. Lembre-se que ações com baixo nível, gera uma menor precificação das ações da empresa, e se o preço é menor o P/L também será menor. Outro ponto a verificar é se houveram mudanças recentes nas regras contábeis da empresa, pois isso pode estar causando falsa impressão de crescimento do lucro no período.

- Papeis com alta volatilidade fazem com que muitos investidores o “evitem” e acabe influenciando na precificação e indiretamente no P/L. A alta volatilidade pode ser causada por uma cotação muito baixa (em que cada centavo gera grande variação), ou em ações em que os papeis estão concentrados nas mãos de poucos investidores (baixo Free-Float) fazendo com que o spread no livro de ofertas fique muito alto. Dica: Procure papeis de empresas com Beta igual ou menor que 1.

- Crescimento e resultados da empresa não são consistentes. Verifique se a empresa teve crescimento de lucro e receitas superior a 15% nos últimos 5 anos e ao mesmo tempo empresas com perspectivas de crescimento do lucro e das receitas superior a 15% nos próximos anos.

- Ação com baixo volume negociado no mercado por causa, por exemplo, de um baixo Free-Float, acaba atraindo menos investidores e também afetando a precificação do papel. Procure papeis com maior liquidez e volume. Aqui novamente pode-se olhar o nível de Governança Corporativa, já que nos níveis mais altos as empresas precisam ter um percentual mínimo de ações em circulação.
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