Contratos de Alugueis e o Impacto nas Cotações das Ações

Conforme foi explicado no artigo “Aluguel de ações: uma renda extra”, os investidores podem “doar” seus papeis, em troca de uma taxa, para que outros investidores possam ficar VENDIDOS neste mesmo papel. Ou seja, o investidor que aluga uma ação (tomador) está apostando na baixa da mesma.

Agora fica fácil entender a relação dos alugueis e as cotações das ações. Se há muito interesse pelo aluguel de determinada ação, significa que há muita gente apostando na queda da mesma. Outro ponto a ser observado é se os investidores tomadores estão dispostos a pagar uma alta taxa de aluguel, caso estejam, eles provavelmente estão com muita certeza de que irá cair (provavelmente sabem de notícias desconhecidas pela maioria dos integrantes do mercado).
  • É importante verificar o número de ações alugadas em relação ao número máximo permitido pela BM&FBovespa para o papel (esse número é calculado como uma porcentagem - geralmente 20% - do Free Float). Vale lembrar que é comum ocorrer o movimento de “Short Squeeze” nos casos em que há muita dificuldade para alugar as ações.
Veja o caso abaixo: Perceba que, da metade de 2013 para cá, os alugueis da "ação exemplo" pularam de 6M para quase 43M de ações. Considerando que o Free Float dessa ação possui em torno de 271M de ações, 43M representa mais de 15% do total de ações em circulação alugadas - número bem considerável. Além disso, em alguns períodos a taxa média do aluguel chegou a quase 50% ao ano. Veja que esse aumento dos alugueis foi acompanhado de grande desvalorização nas cotações.


Você pode verificar informações sobre os alugueis das ações no site Dados da Bolsa.

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