Análise Técnica: Teoria das Ondas de Elliot

Criada por Ralph Nelson Elliot, a Teoria das Ondas de Elliot foi feita através da observação do mercado e consequentemente da observação do comportamento das massas (por isso funciona melhor em ativos de grande liquidez). Resumidamente, essa teoria diz que as ações se movem em ciclos (para cima ou para baixo e de tamanhos diferentes).

Cada ciclo é chamado de 12345ABC e é composto por 8 ondas, sendo 5 de impulso – a favor da tendência principal e 3 de correção – contra a tendência. Essas 8 ondas começam a ser contadas a partir da confirmação de um pivot de baixa ou de alta, que por sua vez é formado geralmente no rompimento de uma LTA, LTB ou de congestionamentos e marca o início de uma nova tendência.

Padrão geométrico (fractal) das ondas:


Teoria das Ondas de Elliot - Análise Técnica

  • Um ciclo completo de oito ondas (como visto na imagem acima) possui outros ciclos dentro de si, e o mesmo pode fazer parte de um ciclo maior. Considerando isso, também “há outras ondas dentro de uma onda”. 
  • Identificando os ciclos, o investidor conseguirá verificar em qual ponto de uma tendência está o preço de uma ação, e assim tomar decisões de compra e venda. 
Primeira Onda: Durante essa onda investidores bem informados se posicionam. O topo dessa onda será uma forte resistência e será ponto para confirmar um pivot. O tamanho dessa onda será a chave para saber o tamanho das demais.

Segunda Onda: Onda que marca o início da operação para muitos traders, que compram no ponto que marca a correção de 61,8% (ponto achado pelas retrações de Fibonacci. SAIBA MAIS) do movimento da primeira onda.

Terceira Onda: Onda onde ocorrem muitas compras, por ser nela onde ocorre a confirmação do pivot. É uma onda que marca um forte movimento, o que faz com que ela seja quase sempre a maior das ondas.

Quarta Onda: Geralmente essa onda corresponde a uma correção de 38,2% da terceira onda. Período ainda de otimismo, sendo que nunca cai abaixo da “cabeça” da primeira onda.

Quinta Onda: Marcada por uma alta com baixo volume, com tamanho igual ou maior ao da primeira onda. É o fim do movimento de alta. É comum aparecerem divergências nos indicadores e também figuras de análise técnica, como cunhas, indicando exatamente essa perda de fôlego do movimento.
  • OBS: Diz-se que ocorreu uma falha de mercado quando a onda 5 não consegue superar a máxima da onda 3 (há formação de figuras como, por exemplo, topo duplo). É uma indicação de grande força contra a tendência. Além disso, já antecipa que o tamanho das ondas A, B e C terão no mínimo o mesmo tamanho da onda 4.
Onda A: Período de forte baixa, mas mercado ainda acredita que seja apenas uma correção, já que ainda não há nenhum sinal confirmado que a tendência está mudando.

Onda B: Período de alta com fraco volume.

Onda C: Período de mais quedas – o fim desse período pode ser antecipado através da observação de divergências nos indicadores. Limite de queda = cabeça da onda 2.
  • DICAS: É importante confirmar início e fim de qualquer onda com outros indicadores. Além disso, saber utilizar o Fibonacci, que será muito útil para calcular a extensão das ondas.
Teoria das Ondas de Elliot - Análise Técnica

Críticas: Muitos traders reclamam que só é possível visualizar com clareza as Ondas de Elliott após as mesmas já estarem “desenvolvidas”. Além disso, o fato de as ondas não possuírem um padrão de tamanho traz muita subjetividade para a análise.

Classificação das Ondas: Ocorre conforme o tempo do ciclo. Se o mesmo durar várias décadas será denominado “Grande Super Ciclo”, já se durar apenas alguns minutos ou horas é denominado “Subdiminuto”. Há várias classificações além dessas, porém o mais importante é entender que independente do tempo/tamanho do ciclo, ele sempre será composto por oito ondas.
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