Investindo em Fundos DI e Fundos de Renda Fixa

Fundos DI e Fundos de Renda Fixa - Investimentos
Os dois fundos possuem uma carteira formada por títulos de renda fixa, escolhidos por um administrador. Mas você sabe qual a diferença entre eles? Para começar, é importante frisar que os Fundos DI são mais interessantes para o investidor que aposta em alta da Taxa Selic, enquanto os de Renda Fixa para quem aposta em queda da Taxa Selic. Entenda melhor...

Fundos DI: têm uma carteira com títulos que rendem igual ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Para conseguir isso, esse tipo de fundo tem uma carteira focada em títulos pós-fixados, indexados pela Taxa Selic (lembrando que a Taxa DI segue de perto a Taxa Selic).

Fundos de Renda Fixa: têm uma carteira focada principalmente em títulos prefixados, logo o investidor sabe exatamente quanto será resgatado no final do investimento. Melhor dizendo, tem uma proteção contra possíveis quedas no indexador do título.

Como falei acima, há um administrador que cuida da carteira do fundo. Exatamente por isso esses fundos cobram anualmente uma “taxa de administração”. É importante ficar atento nessas taxas e fazer pesquisas em outros bancos, já que ela pode afetar bastante o rendimento final.

Os resgates desses fundos podem ser feitos a qualquer momento e com uma ótima vantagem em relação a alguns investimentos: o rendimento é diário. Se o investidor deixar o dinheiro por 10 dias, terá o rendimento equivalente aos 10 dias – não precisa completar 1 mês como na poupança, por exemplo. Porém, quando retirado antes de 30 dias, haverá incidência de IOF igual ocorre na tributação de investimentos de renda fixa e IR maior como veremos a seguir.

O tratamento tributário dos Fundos DI e Fundos de Renda Fixa leva em conta o prazo médio dos títulos da carteira do fundo e o tempo de permanência do investimento. Além disso, existe o chamado come-cotas, cobrança antecipada de parte do IR, feita pelo Governo Federal nos meses de maio e novembro (semestral). Isso traz impacto negativo para o investidor, já que o dinheiro deixa de render juros sobre juros em cima do valor pago de IR até o resgate do investimento. Como o investidor paga IR antecipado, no resgate da aplicação ele pagará, se necessário, apenas a diferença de IR. Confira a tabela abaixo:

imposto fundos di e fundos de renda fixa

O maior risco está no caso de quebra da instituição que administra o fundo, pois o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) cobre R$ 250 mil para o fundo inteiro (CNPJ) e não para cada investidor. Mas não é motivo para tanta preocupação, pois geralmente é feita a troca da instituição que administra o fundo quando surge qualquer sinal de problema.

O interessante dos fundos é que, por constituir um capital muito grande, conseguem investimentos com taxas mais atrativas (é aí que "compensa" o fato de pagar taxa de administração). De qualquer maneira, a dica é que sejam analisados todos os detalhes de cada aplicação de Renda Fixa disponível para saber onde é melhor investir seu dinheiro.
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