Investir em ações ou ETFs?

No artigo “Fundos de índices, ou ETFs (Exchange Traded Funds)”, disse que um ETF é como se fosse um “ativo composto de vários ativos”, uma carteira de ações. Isso gera vantagens principalmente quando falamos de diversificação e praticidade. Mas então você deve apenas investir em ETF’s e não em ações individuais? Não. Tanto um como outro possuem suas vantagens e desvantagens. Resta analisar bem seu caso e escolher qual a melhor forma de investir.

Nos ETFs os dividendos são reinvestidos automaticamente, pelo gestor do ETF, nas ações que fazem parte do fundo. Comprando ETFs você garante uma rentabilidade igual a do mercado como um todo, ou seja, em relação ao índice de referência. Porém, investindo em ações escolhidas individualmente a rentabilidade pode ser maior, pois dentro de um ETF podem existir várias ações que não seriam boas para compra (e essas tendem a diminuir a rentabilidade geral).

Montar uma carteira de ações individuais é ideal para quem deseja usar os dividendos para complementar a renda (sem esquecer que é preciso manter as ações na carteira). Também é interessante para quem deseja se beneficiar da isenção de imposto nas vendas abaixo de R$ 20 mil, coisa que quem investe em ETFs não pode usufruir.

Não podemos esquecer que assim como é possível lucrar mais ao investir em ações individuais, corre-se ao mesmo tempo o risco de selecionar ações que juntas apresentem desempenho inferior ao do índice de referência. Além disso, também necessita mais tempo para uma análise individual de cada ação que você irá comprar (no ETF você irá analisar apenas o cenário em geral).

Como dito acima, há prós e contras no uso de cada estratégia. O que não se pode esquecer é que independente de como for investir, é necessário saber o que está fazendo (o motivo de estar investindo na ação ou fundo em questão), caso contrário terá prejuízo de uma maneira ou outra.
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