Por que quase sempre as ações caem após os grupamentos?

Em 2014 a BM&FBovespa criou um novo Regulamento para Listagem de Emissores em que proibiu ações cotadas abaixo de R$1,00 (penny stocks). Para não terem que sair da Bovespa, muitas empresas optaram pelo grupamento e viram suas ações “derreterem”. Mas... o grupamento não seria benéfico já que diminui a volatilidade e aumenta a liquidez desses ativos?

Na teoria sim, porém ações cotadas a centavos, em mínimas históricas, geralmente estão nessa situação por apresentarem uma situação financeira delicada. No momento que grupa, o preço que antes não caía por causa da proximidade de R$ 0,01, volta a ter espaço para mais quedas. Muitos traders, que antes não se arriscavam em apostar na queda desses papeis por causa da falta de liquidez e pelo curto espaço para mais quedas, voltam a operar na ponta vendedora. E para completar muitos comprados, pessimistas, vendem suas ações para salvar o que restou do dinheiro. O resultado é óbvio: queda acentuada.

A Bovespa alega que criou o regulamento para proteger os investidores, já que a ação muito baixa é volátil e atrai investidores especuladores. Mas, é inegável que nesse caso o grupamento prejudica os investidores já comprados nas ações. A boa notícia é que um “stress” desse tipo pode ser evitado pelo investidor: basta entender que a queda está ligada à falta de fundamentos da empresa e não ao grupamento em si. Logo, antes de investir em uma ação sempre analise se a mesma possui fundamentos sólidos.
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