Carro é investimento?

São raros os casos que um carro pode ser considerado investimento. Essas exceções são quando ele é o próprio trabalho (ex: Táxi, Uber, etc) ou quando ele é utilizado para ajudar a aumentar a produtividade dos seus negócios. Ou seja, sempre que a aquisição do carro se reverter em fonte de renda, direta ou indiretamente, não há dúvida que de se trata de investimento. Isso é quando estamos falando de investimento com retorno financeiro.

Mas a grande discussão aqui é sobre o “carro de passeio” – aquele que você utiliza para ir ao trabalho e para lazer - ser ou não um investimento. Em minha opinião este deve ser considerado como um investimento que o retorno ocorre na forma de aumento da qualidade de vida, pois ele traz liberdade, praticidade, conforto. Mas dinheiro você não irá ganhar, muito pelo contrário...

Carro desvaloriza. Quando é financiado, pior ainda, pois aumenta o verdadeiro custo de aquisição. E mesmo que valorize, o que é algo raríssimo, provavelmente não irá bater a inflação. Fora isso, tem-se os custos com manutenção, IPVA, emplacamento, combustível, estacionamento, seguro, etc. Também poderíamos incluir no cálculo o aumento dos gastos com passeios, que não eram feitos antes da aquisição do carro e a “perda” de algum rendimento já que o dinheiro alocado no carro poderia ficar investido.

Portanto, se você quer comprar um carro pensando em ganhar dinheiro com a valorização do mesmo: esqueça. Se a ideia por trás da compra não é a de investimento, faça o cálculo na ponta do lápis de todos os custos que o carro irá gerar e veja se está compatível com seu orçamento. Se tiver, vá em frente e desfrute de sua nova aquisição.
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